Volta as Aulas

 

 

 

 

 

(Santo Estevão – BA)

Depois de dias de férias o dia acorda sorridente, e todas as crianças seguem felizes para encontrar os colegas que logo depois do Natal foram visitar as famílias em outras vilas, mas Aninha permaneceu ali, com sua mãe sua avó e seus sonhos fantasiosos. Ao chegarem à escolinha toda pintadas de rosa com portinhas brancas trabalho cuidadoso do velho e bondoso senhor Quinzinho. Dona Cotinha foi logo avisando que a aula seria inaugurada com a visita de um mágico, as crianças estavam eufóricas mas Aninha precisava fazer uma pergunta e esperava que tivesse uma mágica que fizesse voar como os passarinhos, a correr como as garças e não apenas nos sonhos mas na vida real.

E assim começam as mágicas todos atentos, quando o mágico pergunta se alguém queria ver uma mágica ou perguntar algo. Aninha foi a primeira a levantar o braço, logo que ficar de pé como todos ela não poderia.

– Senhor mágico o senhor faz aparecer coisas e some outras, então faz uma mágica em que eu possa voar ou andar com as minhas pernas- pediu Aninha com os olhinhos brilhando.

O mágico sorriu, mas quando viu que a menina estava em uma cadeira de rodas duas lágrimas vieram sem serem chamadas, emocionado com aquele pedido o qual nunca poderia realizar ele foi até Aninha sentou-se no chão em frente a ela e disse:

-Você será capaz de voar sim, toda vez que desejar feche os olhos e deixe que seus pensamentos a leve onde quiser e siga o sabor do vento o frescor da brisa, basta ouvir uma vozinha ai dentro do seu coraçãozinho e vai além da sua imaginação. Sabe que poderá ir além das nuvens e voar tão alto quanto os passarinhos, atravessar o arco-íris chegar até onde o sabor do vento possa te levar. Basta apenas desejar e seu pedido será realizado. Completou o mágico fazendo aparecer uma pomba que entregue a Aninha pediu que ela a soltasse e olhasse o que poderia acontecer se acreditasse em seus sonhos.

Aninha pegou a pomba branca beijou com tanto carinho depois abriu as mãozinhas e deixou que ela voasse para a liberdade e naquele momento entendeu que só nos seus sonhos ela poderia viver tudo aquilo.

E se a historia era feita de sonhos e nos sonhos tudo pode acontecer, ela continuaria sonhando lá tinha suas pernas, era amiga dos animais falava com eles, se divertia com as nuvens brincava de escorregar nas estrelas, tinha amigos imaginários que sabiam trazer a felicidade até ela.

Se a vida era feita de sonhos se ser feliz era como uma peça de teatro ela um dia iria escrever a sua história onde viveria dois atos um a menina triste da cadeira de rodas, o outro a menina que conseguia voar até um mundo de sonhos onde poderia correr, brincar e ser feliz.

E assim Aninha compreendeu: Sempre que desejasse voar, iria sonhar e quando despertasse as luzes se acenderia, a vida real voltaria. Era como se sua história chegasse ao fim, às cortinas se fechasse e a vida continuasse.

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