Um Conto da Fada do Dente

 

 

 

 

 

(Salvador – BA)

Vivia em uma cidade chamada Felicidade, uma menina de quase sete anos, que crescia com muita alegria. Era uma menina muito faladeira, não parava quieta. A todo instante inventava uma nova brincadeira. Mas, o que ela mais queria, era que seu dente de leite caísse um dia. Isto sim! Ela desejava com muita alegria…

Não sei o que dava nela, todo dia perguntava:

– Mãe! Quando vou ter minha janela? E não cansava de bradar:

– Minhas amigas, todas elas… Já estão banguelas!

O pai, voltando para casa, após um diade trabalho lhe falou:

– Filha, estou passando pela Av. Paralela. Logo, logo estarei em casa! E hoje à noite você vai ficar banguela.

Conversadeira do jeito que é, a menina foi logo emendando:

– Que nada, meu pai, meu dente ainda está duro. Você está muito otimista e a minha mãe já me disse que meu dente só no dentista.

O pai ouvindo aquela conversa, foi logo falando:

– Filha, você é muito bacana e também tagarela. Por que tanta espera? Morda uma banana e você ficará banguela.

Bela risada foi a dela:

– Meu pai, pensa que já não tentei? Agora sei que não pode, pois a banana é muito mole.

O pai, então completou:

– Filha, você, além de bacana é uma ternura. Como você quer muito a janela, morda rápido uma rapadura.

Foi então quando a menina tagarela respondeu:

– Pai, eu poderia até tentar. Sei que ela é muito dura. Mas, você não se lembra? Eu não gosto de rapadura.

E toda apressada foi logo sugerindo:

– Mas gostei da sua ideia… Vou tentar com outra coisa, que também é uma gostosura.

O pai todo carinhoso foi logo dizendo:

– Claro! Claro, que deixo minha ternura! Se você gosta de quebra-queixo e não de rapadura. A única coisa que te peço é que tome cuidado para não quebrar o queixo.

E pai continuou aconselhando:

– Filha querida! Sei que você não é cabeça dura. Siga o meu conselho, morda logo a rapadura. Não tenha medo, se você ficar muito banguela, eu te dou uma dentadura.

A mãe que ouvia a conversa, de repente… Amarrou um fio no dente e fazendo um zup-zap! O dente quase voou pela janela… Da casa ouviu-se o grito e minha filha ficou banguela. Aquela foi uma noite de muita alegria… Minha filha chorava, minha filha sorria. Ela adormeceu sorridente, sonhando com o dente.

A irmã, de quase quinze anos, muito contente, escodeu o dente debaixo do travesseiro, na esperança de que a fada do dente viesse buscá-lo, como sempre. Estes são eternos momentos na minha lembrança. Essa história lembrarei eternamente. Somente agora, entendo a razão porque a menina que nasceu sem… Queria tanto perder o dente.

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