Os Verdes Campos

verdes campo3

Marcos Antônio Lima

   Os verdes campos do vale de Monte Alegre escondem uma terra vermelho feito sangue e úmida como um porão. A sua invólucra superfície é banhada por um sol de raios fúlvidos e multicor. Esse Imperador florescente paira sobre a pradaria colibri e seu libido germina a terra.  É neste pedacinho de chão que o beijar flor veraneia com a andorinha dos jardins de ária, e o carcará sobrevoa com asas de Ícaro.

   Apesar do sol escaldante e solo semi-árido, a terra é macia e fértil, e genuinamente sergipana. Nela brotam milhos de mandioca e batata aipim inglesa para as deliciosas guloseimas da avó. As gotas de orvalho cristalino se amalgamam em nuvens de algodão para saldar o alvorecer, e a inércia que habita o jardim é inapta para a desilusão. Observando amiúde o firmamento, pareço ver que ele trás espetado na constelação estrelas de muitas noites e eras que bailam feito acrobatas no palco do tempo.

   E sendo deslumbrantes os pastos deste monte, todavia é palma da mão da natureza benevolente. Assim como é álacre a relva inebriante que tornam adipe os bovinos. Enquanto os adiposos suínos são agraciados pela lama, as galinhas correm saltitantes pela capoeira que são caipiras, antagônicas as pessoas. Essa tem a alma leve e o corpo quente, açulando no solo as suas crescentes pegadas e introspecções.

   Esplêndido é o Monte de Poetas Alegres e arrimo as ávidas Poetisas. Um lugar de imensurável mar de areia e serras de raspadura, e que mesmo molhado pela chuva de prata são rochas de açúcar. É neste alegre monte o recôncavo da neologia, aonde a vida pode ser vivida por meio das palavras que reinventam sonhos, e transforma em lírica a bruta realidade.

Um comentário em “Os Verdes Campos

  1. Encontrei várias e graves falhas de revisão neste conto.

    saldar o alvorecer – saudar o alvorecer

    trás espetados – traz espetados

    e outros

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *