O Milagre da Flecha

          (Imbé – RS) – Sim, amor… sim… É, amanhã tô de folga… Certo. Beijo, te amo. Assim Zé finalizava a chamada para Joana, a “patroa”, avisando que não chegaria para o jantar, já que surgia um serão de última hora. Eram sete da noite de uma sexta-feira fria de inverno em Tramandaí. A obra em que Zé trabalhava progredia bem, a turma estava pelo menos três dias a frente do prazo, e o senhor Amaral, contente com o bom andamento, havia adiantado o pagamento do pessoal, normalmente feito aos sábados, e ainda um pequeno bônus por produção. Com verba no bolso e folga no fim de semana, a maior parte dos trabalhadores já estava ou se encaminhava para sua residência, mas uma parcela do pessoal marcara de ir ao Mega Privé, encher a cara e descolar umas garotas que se encantam com cifras. Zé fazia parte do segundo grupo.   […]

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