O Misterioso Homem da Sela

           (Goiânia – GO) Num dia, seco e calorento de agosto, apareceu na cidade um indivíduo trazendo uma sela nas costas, como se fosse um cavalo arreado. Era moreno, magro aparentando no máximo 40 anos. Estava descalço, barbas crescidas, vestia uma calça de brim e camisa de algodão, ambas velhas, desbotadas, com alguns rasgões. Imagine o medo da população ao ver tão estranha criatura. Por um instante, pensando que ele pudesse representar algum perigo uma multidão foi ao seu encontro. Ao pressentir toda aquela gente se aproximando e, acreditando que iria atacá-lo, ele tentou se esconder, tomado pelo pânico. As pessoas se aproximaram dele e ficaram olhando. Ninguém fez nem falou nada. Seus olhos tinham a profundidade de quem já sofrera muito, mas trazia no rosto uma inocente loucura. A sela nas costas tornava-o uma figura exótica. Seu nome ninguém perguntou, mas ficou conhecido como o “Homem da Sela”. Perambulava de cidades […]

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Chuva de Peixes

          (Goiânia – GO) Em uma bela tarde de verão, Joao Pedro cavalgava sem muita pressa, em direção a sua fazenda com aquela sensação de quem não tinha pressa para chegar a lugar nenhum. Pensava na vida e, as vezes, parava para observar a paisagem. Lá na fazenda ele tinha de tudo, gado, plantação de arroz, milho e criação de porcos. Voltava da cidade onde fora visitar os pais, mas gostava mesmo era de viver no seu canto, cuidando da fazenda. A vida era calma, embora tivesse uma rotina difícil. Ganhara a vida trabalhando duro como ajudante do pai, mas o que podia dizer é que ele não precisava de tanto para ser feliz.

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Um Conto do Destino

      (Goiânia – GO) Numa cidade distante, uma moça observava a amiga, enquanto ela escrevia uma carta para um amigo, o protagonista desta história. Ela então, se queixou de nunca receber cartas, não tinha com quem corresponder. A amiga sugeriu que ela escrevesse para ele, e colocasse dentro do envelope daquela carta. O inesperado foi que ela gostou da sugestão, pegou um papel e se pôs a escrever para o rapaz. Dias depois, ao abrir a carta, o rapaz encontrou a cartinha dela. Leu-a, cautelosamente, não disfarçando certa curiosidade. Havia um pedido. A moça queria trocar correspondências com ele, e perguntava se seria possível. Morria de inveja da amiga que recebia muitas missivas, enquanto ela não recebia nenhuma.

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A Morte Pede Carona

 Vanderlei Antônio de Araujo (Goiânia – GO)  Em histórias de caçador só acredita quem quer. Geralmente, ninguém acredita, mas, gosta de ouvir. Quando o assunto é contar mentira, nunca falta alguém para contar uma de caçada ou pescaria. Meu cunhado me disse isso ao me contar esta história, que segundo ele aconteceu com um seu compadre, homem honesto e trabalhador e de muita confiança. Por isso, se aconteceu com ele eu acredito que seja verdadeiro, disse. E usando as palavras do seu compadre, ele me contou esta história: Dia desse compadre, eu fui caçar. Peguei minha espingarda, carreguei com chumbo grosso, apanhei uma rede para nos casos de ter que dormir no mato, e fui lá para as bandas do rio. A noite chegou, e eu ainda não tinha encontrado nada. Decidi então, esperar em cima de uma árvore. Subi e armei a rede num lugar bem alto, de onde eu pudesse ver quando algum […]

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O Amor de Berenice

   Vanderlei Antônio de Araujo (Goiânia – GO) Berenice era uma moça bonita, sonhadora, porém, tão tímida que aos vinte e cinco anos não tinha namorado. Do amor só ouvia falar. Sua timidez não a deixava mostrar seus sentimentos nem se entregar a um amor. Morava com os pais numa casa simples, porém, aconchegante. Certo dia, seu tio chegou da capital do estado em companhia de um rapaz. Falou que tinha um assunto importante para tratar com ela. Seu coração quase parou quando ele lhe disse que o rapaz viera para conhecê-la. Se gostassem um do outro poderiam se casar. Sobressaltou-se. Embora o moço fosse diferente do que ela imaginou um dia, como marido, gostou dele. Sorrindo ele foi apresentado a ela, cumprimentando-a. logo, eles se acomodaram na sala. Agenor era o nome do rapaz. Berenice tentava recuperar-se da sensação perturbadora que lhe causou aquele encontro não marcado. Não conseguia acreditar no que estava acontecendo.

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