Incautos Sorrisos…

        (São Paulo – SP) Assim que a noite cobria de meios véus a metrópole indiferente, meias palavras ricocheteando no concreto frio, solidão ia mostrando sua face melancólica. Meias luzes de neon ─ tremeluzindo pelas meias fachadas de edifícios de pedra ─ se atreviam a contrastar gritantemente com o organismo vivo, sensualmene pulsante de energia.

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Multidões, Ruídos e Solidão…

      (São Paulo – SP) Desde que o marido morrera de repente, Manuela se viu terrivelmente sozinha na metrópole fria e indiferente. Sua única filha morava noutro país e, se não fosse o seu trabalho, sabia não o que seria dela. Provavelmente, teria dado cabo da própria vida. Debruçada nas lembranças, na raiva, na solidão, cem horas tinha sua noite, assim como a cidade que nunca dormia. Olhos grudados no teto, sombras pendendo da parede feito quadros, assombravam-na, proposital, inexoravelmente.

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Um Quarto Empoeirado…

        (São Paulo – SP) Um mergulho nas janelas do passado e reminiscência na pele da alma reeditaram lembranças. Sua memória não era curta, apesar de esquecer nomes. Elizabeth vivia de acreditar e acreditava. Ingênuamente a sonhar, um desejo romântico trouxe adereços que adornavam um quarto de menina. Perfume de alfazema pairava no ar. O som de risadas infantis ecoava pelos quatro cantos da casa se misturando à paz de beijas flores entrando e saindo pelas janelas de madeira pintadas de azul.

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