A Felicidade do Bem-Te-Vi

          (Santo Estevão – BA) Era uma manhã de primavera, o bem-te-vi acordou todo serelepe, batendo asas, abrindo o bico com ar de felicidade, afinal as flores estavam brotando e não faltariam sementes para se alimentar. Todos os dias a alegria batia palmas ali no jardim dos versos, e, por isso, outros passarinhos não repararam que o bem-te-vi estava mais belo, cheio de pose com suas penas brilhosas pelo belo banho de orvalho que havia tomado antes que o Sol resolvesse enxugar a cara das plantas…

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Concerto dos Passarinhos

          (Santo Estevão – BA) Era dia de domingo começa a labuta para logo mais se reunirem para o concerto do sabiá e do curió. A raposa apanhava flores enchia vasos espalhava pelo ambiente o papai raposo rachava lenha acendia o fogo vovô raposão colhia da horta os melhores legumes aquele dia tinha que ser perfeito enquanto a vovó raposa endomingava as roupas, engraxava os sapatos, corre no rio toma banho arruma o chapéu com laçarotes de fita coloca batom usa perfume impaciente grita que estão atrasados. A raposinha toda serelepe corre daqui salta dali com os pelos bem lavados e penteados esperando a hora de vestir seu vestido com bordados de fios de ouro sapatinho de cetim e meinha cor de rosa. Queria logo era chegar à festa comer doces tomar guaraná e brincar com seus amigos. Em outra parte da floresta a família do macaco também estava atarefada por […]

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Os Ursos e a Primavera

          (Santo Estevão – BA) O dia acorda na maior euforia, toda a natureza com seus trajes domingueiros, era festa na floresta, as flores tratavam de se vestirem para receber a primavera. A rosa cuidou logo de colocar seu vestido vermelho aveludado com apliques de gotas serenadas, o girassol querendo ser tão grandioso quanto o sol se trajou com o amarelo mais vibrante que encontrou. E foi aquela correria cada flor querendo ser a mais bela, por toda a colina formava o mais lindo cenário, parecia um arco-íris de tantas cores vibrantes. Passarinhos brincavam de balanço nos galhos fininhos que se moviam com o sabor do vento que soprava para espalhar o aroma das flores saudando a nova estação. Borboletas saiam dos seus casulos num leve bater de asas deixando o ar multicolorido. E os beija-flores com seus bicos alongados corriam de um lado outro retirando o néctar fresquinho pelo sabor […]

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Natal

        (Santo Estevão – BA) Juca era um menino de família pobre, o pai trabalhava catando latinhas pelas ruas, a mãe descia e subia o morro com pesadas trochas de roupa para lavar passar e entregar nas casas ricas lá de baixo. o ano inteiro quando não estava na escola ele seguia a mãe, via tanta riqueza tantas cores e ficava triste quando retornava para o casebre frio e sem cor onde vivia com seus pais. Os dias se passavam ele ansioso esperava o Natal e todos os dias subia no morro e ficava olhando as luzes coloridas que se acendiam nas ruas, nas lojas e nas casas luxuosas. Ali tudo era sem cor a única luz eram as balas que pipocavam em algum canto daquela comunidade. Nem o Papai Noel se atrevia a subir o morro, com certeza a sua charrete puxada pelas renas tinha medo daquele lugar assim tão pobre […]

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Volta as Aulas

          (Santo Estevão – BA) Depois de dias de férias o dia acorda sorridente, e todas as crianças seguem felizes para encontrar os colegas que logo depois do Natal foram visitar as famílias em outras vilas, mas Aninha permaneceu ali, com sua mãe sua avó e seus sonhos fantasiosos. Ao chegarem à escolinha toda pintadas de rosa com portinhas brancas trabalho cuidadoso do velho e bondoso senhor Quinzinho.

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A Revolta de Pablito

        (Santo Estevão – BA) Pablito era um menino magrinho, olhos que mais pareciam duas bolinhas de gude de tão azuis que eram, daqueles que no escuro brilhavam como pedacinhos de cristal. Os cabelos amarelos todos encaracolado pareciam lã de ovelhas, caiam na testa dando um ar de anjinho, a pele era clarinha como pingo de leite de cabra quase um branco azulado. O menino branquelo como Pablito era chamado não gostava da sua cor e para disfarças colocava boné e vestia camisa de mangas compridas, mesmo assim o menino não passava despercebido e todos que o encontrava pela primeira vez ia logo perguntando: – Menino você veio de que pais? Se aqui não existe outras pessoas da sua cor como pode ter nascido assim tão branquinho. Indagavam com curiosidade ao ver que todos os moradores eram de cor moreno jambo. – Eu sou daqui sim. Gritava Pablito saindo correndo e se […]

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O Peixinho Feliz

        (Santo Estevão – BA) Era uma, vez na sala da biblioteca da escolinha infantil, vivia no aquário um peixinho que recebeu o nome de Feliz, mas era meio lerdinho… As crianças deram esse nome porque o peixinho transmitia alegria e felicidade. Toda vez que uma criança se aproximava ele saltitava demonstrando toda a sua felicidade. Era bem pequeno com suas barbatanas enormes coloridas que brilhava no fundo do aquário.

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