O Sabiá

 

 

 

 

(Santo Estevão – BA)

Era o passarinho cantor mais famoso da floresta. À tardinha cuidava de afinar seu bico em gotas de orvalho e saia cantando e encantando a natureza.

Um dia, achando que ali era tão valorizado da forma que merecia, decidiu sair da floresta para conhecer a cidade que de longe via as luzes piscando quando a noite chegava. (mais…)

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Lara

 

 

 

 

 

(Santo Estevão – BA)

Naquela manhã de primavera o quarto brilhava com os raios de sol penetrando pela janela aberta, as cortinas se esvoaçavam com o sopro da brisa. Na cama uma jovem de cabelos avermelhados com olhos tristes presos no teto. Assim vivia Lara há mais de duas semanas depois daquela noite.

Ela linda em seu vestido de noiva desfilava entre tulipas que enfeitavam o corredor da pequena capela da fazenda. No altar o mais feliz e elegante dos jovens fazendeiros a esperava com um sorriso alargado no rosto demonstrando toda a sua paixão. (mais…)

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As Malandrinhas

 

 

 

 

 

(Santo Estevão – BA)

Era uma vez uma lagartixa muito metida e invejosa que se chamava Teca. Vivia nas grutas de um rochedo e sempre queria sair para passear sozinha mas como ainda era mocinha a sua mãe não deixava.

– Não pode ficar por aí subindo e descendo lá fora, é muito perigoso, podem aparecer os meninos que adoram brincar de matar as lagartixas só por prazer e depois as deixam por aí sendo devoradas pelas formigas.

Mas Teca não queria obedecer e saia explorando o mundo lá fora daquele rochedo. Um dia cansada de viver sozinha chamou sua amiga Kika e disse: (mais…)

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Juca e os Sapatos

assin-ira

 

 

 

 

 

(Santo Estevão – BA)

Era o últimsapato-jucao dia de aula do ano. Como de costume, acontecia a festinha de natal onde os comerciantes da cidadezinha contribuíam com presentinhos para as crianças do vilarejo e cada pessoa escolhia uma criança para receber o presente das mãos de Papai Noel.

Juca estava no primeiro ano na escola e como nunca havia ganhado presentes, ao ouvir seu nome e o Papai Noel segurando um embrulho o menino arregalou os olhinhos, olhou para todos sem entender, pois não seria ele o menino que estava sendo chamado? Mas era ele mesmo a professora olhou e disse: (mais…)

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A Grande Festa

assin-ira

 

 

 

 

(Santo Estevão – BA)

A floresta começa a se animais_passaroaz102movimentar para a grande festa de lançamento do livro escrito pela bicharada. Foi aquela correria.  Só conseguiram terminar por volta da meia noite e meia. Não foram poucos os que vieram a essa comemoração. Chegaram poemas rebordados com fios de seda todos trabalhados cuidadosamente pelo tear das aranhas, outros perfumados com a essência das mais belas flores trazidas pelas borboletas.

Os poemas mais doces foram trazidos pelas abelhinhas, escritos com fios de mel, fios caramelizados e outros com gostinho açucarado, seguros nos bicos de milhares de beija- flores; as fadinhas resgataram as cores do arco- íris deixando os poemas com o mais lindo colorido que  parecia um jardim de versos de tão florido que estavam.

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O Menino Que Vivia Sonhando

assin-ira

 

 

 

 

(Santo Estevão – BA)

lavadeirafilhoMuito pobre, filho de uma lavadeira, todos os dias sua mãe descia o morro para levar a roupa lavada para a casa da patroa. O menino sempre estava ao seu lado e na descida ia sonhando acordado que um dia iria crescer, trabalhar e ter dinheiro, assim sua mãe não iria mais subir e descer o morro  carregando  pesadas trochas  de roupa na cabeça.

Chegava o mês de maio e com ele o dia das mães, o menino queria dar um presente para sua tão querida mãezinha e ficava planejando: entregaria a ela um lindo ramalhete de flores, uma casa com jardim e na varanda uma cadeira de balanço, assim ela ficaria as tardes se balançando enquanto ele sai para trabalhar e a noite, os dois felizes sentariam à mesa da cozinha degustavam um saboroso jantar e depois iriam ver a lua que sorria lá pertinho do morro. Por que dali do morro ele não queria sair. (mais…)

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Folia da Bicharada

assin-ira

 

 

 

 

 

(Santo Estevão – BA)

frioEra uma vez… uma confusão numa floresta mais ou menos encantada, árvores que dormiam numa preguiça tão infinita que nem uma folha se balançava.

Nesses dias, em que iniciava o inverno, era tanto silêncio que nem se ouvia o canto de um atrevido passarinho, nem o voar de um inseto, de tão frio. O dia acordava e todos os moradores só sabiam implorar ao sol para aparecer pelo menos um fiozinho de nada. E quando um rastinho iluminado penetrava entre as folhagens pendidas pelas gotas serenadas que caíram durante a noite, lá estavam todos se refastelando nas horinhas quentes, uns se espichando ao solo, outros de asas abertas empoleiravam nas cerquinhas, até os macaquinhos enfileiravam para se aquecerem do frio. As borboletas, se achando o encanto da natureza, ficavam esvoaçando e bicando o sereno das flores. Mas logo escurecia, a chuva miudinha caía, todos os bichos sumiam escondidos em suas casinhas quentes e assim o dia se arrastava preguiçoso. (mais…)

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A Andorinha

 Irá Rodrigues

(Santo Estevão – BA)

Pendurada em galandorinha3hos escritos em folhas com tintas extraídas do arco-íris que cedia baldinhos das mais lindas e florescentes cores: o amarelo derramava pingos de sol, o verde se camuflava com as folhas, o azul como pedacinhos de céu e gotinhas de chuva o branco da cor das nuvens em dia de verão.

Os passarinhos numa euforia total molhavam os bicos e escreviam seus versos encantando a natureza que lia e se declarava apaixonada pelos passarinhos poéticos.

Em meio aquela preparação animada chega um aviso trazido pelo gavião que chegava apressado com o bico aberto de tão cansado. Era uma ordem do chefe da floresta e ai de quem o desobedecesse. O aviso dizia assim:

“Ninguém deverá sair pela floresta, pois corre um boato de galho em galho de que uma ave de rapina muito misteriosa que voava pelas sombras atacando passarinhos indefesos e outros animaizinhos pequenos.” (mais…)

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