O Lobo Preguiçoso

lobo mauAntônio Roque Gobbo

Da série “Contos da Vovó Bia”

— Vó Bia, conta uma historia… conta? — Pede Dorinha, com seu jeitinho carinhoso.

— É, vovó, uma história de bichos que falam. — Tavinho completa o pedido da prima.

— Do lobo mau. — completa Dorinha

A avó sorri para os netos. Um sorriso afável, bondoso e cheio de ternura. Estão sentados no grande alpendre da casa da Fazenda Palmeiral. Vovó Beatriz faz tricô, atenta aos pontos do trabalho e ao mesmo tempo de olho em tudo que se passa ao seu redor. Os dois netos sentam-se no chão de tábuas lisas, tão lisas que parecem envernizadas., tantas vezes foram esfregadas por Emerenciana. ,

A manhã está meio chuvosa, razão pela qual Otávio e Dora estão ali, ao redor da avó.

A velha senhora ergue os olhos por instantes do trabalho que executa com perfeição.

— Não, não. Do Lobo Mau ela já contou outro dia, diz Tavinho.

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Vovó Bia Investiga

vovó biaAntônio Roque Gobbo

(Para bom entendimento desta
narrativa, ler antes o conto #925
”Vovó Bia e o Tapete Mágico)

Desde o voo do tapete que levou vovó Bia e os netos através das misteriosas dimensões do tempo, do espaço e da imaginação até a terra dos índios peles-vermelhas, no deserto do Colorado, ela pensava profundamente no acontecido.
Sabia que tinha sido, sim, uma realidade. Uma outra realidade impossível de ser comparada com a do seu mundo real: a fazenda, as pessoas, os animais, a natureza que estavam ao seu redor.
Os netos conversaram alguns dias sobre o acontecido e com a naturalidade de que nasceram para viver extraordinárias aventuras. Depois, passaram a outros assuntos e parece, tinham se esquecido da fantástica aventura.
Uma coisa era certa para a sábia senhora: tinham: tinham sido levados tão longe sobre o tapete. Logo, o tapete era dotado de poderes mágicos, como os tapetes voadores das verdadeiras e reais histórias das 1OO1 Noites.

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Vovó Bia e o Tapete Mágico

Antonio Roque Gobbo

— Vovó, a senhora nunca vai acabar de fazer essa toalha?

A curiosidade de Doralice, aos onze anos, é insaciável. Pergunta sobre tudo o que vê e até o que não vê mas imagina.

— Não é toalha, não, queridinha. Estou fazendo um forro com franjas para aquela esteira de índio que o Alfredinho trouxe lá do Amazonas.

— É uma esteira mágica? — Pergunta a garota, cuja imaginação não tem limites.

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