O Pequeno Pietro

        (Salvador – BA) Thomas Mark era de meia idade, talvez quarenta e três anos. Aparência fina e as palavras sempre educadas. O seu trabalho no escritório da L&M Building no centro comercial, na Avenida Castro Alves, sala 801, era o resultado de anos dedicados ao trabalho de campo. Engenheiro experiente e com boa convivência, era bom amigo e desejado nas rodas de conversas.

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Mate-me, Querido

         (Salvador – BA) – O problema deve ser bem esse. Dei um pulo de susto. Estava tão distraído com um livro de poemas do Bukowski. Eu não estava sozinho, mas estava sozinho apenas no banco… o resto da praça estava a maior festa… uma bandinha tocava músicas de carnaval. Muitos casais se agarrando, bêbados e felizes… grupinhos de hipsters dançavam como índios invocando a chuva.

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Mea-Culpa

        (Presidente Prudente/SP) Os cabelos grisalhos, o corpo constantemente cansado e a pele marcada pelo tempo são algumas mostras atuais de sua figura, inseparáveis em todos os momentos e se revelam intensamente, especialmente quando asfixiada pela insônia. Desceu a escada íngreme daquela velha casa com cuidado atinente aos idosos e a passos lentos dirigiu-se à varanda de sua modesta morada onde esperou por um pouco de conforto do momento.

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Chuvas No Jardim Botânico

                       (São Paulo / SP) Gabriel, um jornalista em fim de carreira também olha a chuva. Não sabe porque tomara o ônibus antes da chuva… talvez porque saíra perturbado da diligência em São Paulo naquela semana. E não sabe também porque estava naquela sala de audiência quando chegou preso, o chefe de uma torcida do time do Palmeiras acusado da morte de um corintiano.

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O Jantar da Junta

        (Povoeiras – Tocha – Coimbra – PT)   Corpo dengoso, nariz entupido, garganta seca, remelas que dificultavam o abrir dos olhos e uma irritação sem causa aparente fez Rufino acender o candeeiro para ver as horas. O vento lá fora zurrava fazendo levantar e baixar uma chapa meio solta no capoeiro. O som de uma trovoada ao longe desinquietou o cão que ajudava na chinfrineira ao arranhar na porta.

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1994

        (Maringá-PR) Certas datas nos marcam para a vida toda. Lembro bem de quando estava na 6ª série e dei meu primeiro beijo. O nome dela era Érica, a menina mais linda da turma. Já andávamos de paquera fazia um tempão, mas nunca tínhamos encontrado um momento a sós para ver o que ia rolar.

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