A Luta

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(São Lourenço – MG)

Ele olhava ao redor e só via nas pessoas  a figura de monstros, caminhava  cabisbaixo, de vez em quando as lágrimas caiam, não tinha mais noção  se um dia teve momentos felizes, era um garoto que já ia entrar na adolescência, se abominava, retorcia de lembrar que um dia tinha nascido, repugnava tudo de si, os sofrimentos sempre o atormentava, seu nome? Recusava dizer, recusava pensar  um ser humano  ser, o garoto maltratado, no seu nascimento foi jogado  fora, foi atirado no lixo, só de lembrar,  ele por estes caminhos chora! Se ele via nos adultos só monstros, então ele também  deveria ser, no  embalo da vida em violência, nada ninguém poderia o conter, na luta do seu viver, ele teve caídas porque não tinha como vencer, maltrapilho no corpo, maltrapilho na alma, à vezes nem um pão, nada que lhe pudesse pelo menos matar  a grande  fome, dizia: ninguém  para me tirar esta solidão que me consome, de muito pensar ele lembra que teve alguma felicidade, no seu caminho de amargura, encontrou criaturas angelicais, nos momentos em que precisava  encontrava alguma bondade, no balanço de sua vida, teria que firmemente  escolher, dois extremos, a bondade e a outra seria a maldade, o incrível acontece, aquele menino  triste, desprezado, por opção escolhe o caminho maravilhoso da bondade, as pessoas que permaneciam com ele talvez não percebiam, o mundo em si, incapaz de imaginarque nascia um novo ser inebriado na luz, os monstros que o atacavam,  foram vencidoso mal foi anulado, agora só o bem o conduz, ele não espalharia atrocidades, tristezas intensas, a luta, a terrível  luta aguerrida e agora só felicidades intensas!…

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