A Hora

 

 

 

 

(Rio de Janeiro – RJ)

Ao abrir   a porta da casa vazia, acusa o golpe do triste silêncio, que estabelece   aquele   traço   do   antes   feliz e da felicidade; que rápido desmorona dentro do momento. Corre  em ato contínuo, para o relógio antigo da sala pregado na parede . Sobe numa cadeira: dá corda, mexe nos ponteiros pra trás, tenta fazer como se o tempo fosse voltar. Retroagindo o a um ponto, tão próximo possível de  quando   a   vida era boa de viver, muito boa, interlúdio do tudo entre nadas.

Tenta imaginar continuações   do outrora existido, e mente pra si, que alguém o esperava. Tentou   reafirmar um passado, olhando pra cadeiras vazias no ambiente soturno. Repentinamente num estalo, tudo se encaixa e ai vê, no que o mundo se resumiu, de um mundo caído, recusando-se a ser apenas  reles  ‘ lapso   temporal dos próximos  instantes. ’  Até   que  num  gesto tresloucado,   consumou o último ato que o libertou da dor impossível em resistir. Finalizará aquilo que o transtorna: viu que a hora havia chegado exato   para o desfecho do drama, e  não havia  mais o que  perder.

Seguido ao ruído do estampido, ainda conseguiu ouvir o som do relógio batendo a hora atrasada ao longe . . . bem ao longe !!!!!!!!!!!

 

One thought to “A Hora”

  1. Parabéns escritor Fred. Estreia espetacular. A sua primeira obra publicada neste portal mostra um verdadeiro artista, pois produziu um conto na expressão exata do termo:
    “viu que a hora havia chegado exato para o desfecho do drama, e não havia mais o que perder”.

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