A Busca

 

 

 

 (São Lourenço – MG)

Ele  estava  à beira do precipício, este menino  chorava  copiosamente,

—  porque menino choras tanto neste momento?

—  choro  sem medo, dos outros me verem sofrer, já não espero mais nada, aqui neste meu viver,

o  velho era sábio, num relance viu tudo como se fosse um filme, na vida do menino, viu seu nascimento, sua mãe não soube ser mãe, seu  pai, um desconhecido indigno de ser pai, mesmo assim tiveram a audácia de tentar criá-lo, ledo engano, logo depois foi entregue à rua, e para aquele pequeno ser em conflito era evidente, foi acontecendo tristezas e mais tristezas continuamente, a experiência e noção exata do sofrimento, possuía aquele senhor, insistentemente perguntava, falava muitas palavras saíam palavras sábias, divinas, coisas maravilhosas do Salvador, daquele jeito que conversava, com certeza era um ser de luz, o menino escutava abismado, nunca havia presenciado, pessoa estranha tão dedicada, que com ele preocupava, sua mente em alvoroço, nos seus 10 anos, da vida nada entendia, começou a mudar muita coisa na sua grande busca alucinada, agora espantado estava, no seu  caminhar que sempre fazia, procurava algo de bom nas pessoas que encontrava, sempre decepcionava, mas continuava e como buscava!

Interessante que no auge do desespero, já preparava para o pior, desta vida ele começava a concluir que não existia ser humano melhor, mas a vida, às vezes, nos prega peça e com força a bondade aparece, o velho de pura bondade, com suas palavras incutiu bondade no menino, aquele pequeno ser foi crescendo e agora  só trilhava o caminho do bem, o nosso mundo pode respirar aliviado, pois mais um ser de luz que surgiu, vida minha, vida estranha, que muitos seres na maldade se entranha, o mal que escraviza os seres, infelicitando-os, contaminando milhões, quis a previdência divina e sábia, destes poucos seres que se iluminam, vão provocando maravilhas aqui e salvando maravilhando multidões!…

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