Viaduto da Morte

 

 

 

 

 

(Presidente Prudente – SP)

Houve um tempo, lá na Capital do Estado de São Paulo, que era moda o suicídio das pessoas pulando do Viaduto do Chá. Não só ele, mas também o seu vizinho, o Viaduto Santa Efigênia, desfrutava desse “status”, porém em grau de menor intensidade.

Raramente um dia se passava sem que o camburão de transportar cadáveres da polícia não era acionado para recolher um desesperado que se atirara do viaduto e estatelara lá em baixo, no asfalto da avenida. (mais…)

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O Sabiá

 

 

 

 

(Santo Estevão – BA)

Era o passarinho cantor mais famoso da floresta. À tardinha cuidava de afinar seu bico em gotas de orvalho e saia cantando e encantando a natureza.

Um dia, achando que ali era tão valorizado da forma que merecia, decidiu sair da floresta para conhecer a cidade que de longe via as luzes piscando quando a noite chegava. (mais…)

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Feliz Aniversário

 

 

 

 

(Fortaleza – CE)

Acordou macambúzia naquela manhã chuvosa. Empreguiçou-se até estralar os ossos das costas. Olhou para forro branco sem pensar muito. Virou-se na cama duas ou três vezes, mais uma esticada no corpo até que enfim se levantou. As ações seguintes transcorreram como de costume, embora aquela quinta-feira não fosse um dia comum. (mais…)

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O Escolhido (?)

 

 

 

 

 

(São Paulo / SP) 

“Agora na escuridão, aparece a luz

A Parede do Sono é fria e luminosa

A Parede do Sono está quebrada

O sol brilha, você está acordado”

(Black Sabbath)

A conclusão a qual os Seres-Pensantes (a origem dessa alcunha mantém-se uma incógnita, decerto foi autoproclamada) chegaram ao longo dos anos após infindáveis teorias, experimentos, estudos científicos e afins é que o tempo consiste em ser uma unidade de medida absoluta. (mais…)

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O Gato Mimi

 

 

 

 

(Salvador – BA)

Era uma casa antiga, da época dos senhores de engenhos. Tinha um peitoril lindo, com alguns detalhes da arquitetura barroca. Uma escada central que se abria em ípsilon abraçando a fonte a sua frente, era o charme da entrada daquele casarão. Anjos gordinhos lançando jatos de água davam o clima celestial ao lugar. Ali o trabalho era árduo e em tempos de colheitas a presença de trabalhadores temporários aumentava muito a agitação da fazenda. (mais…)

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A Aia

 

 

 

 

José Maria Eça de Queiróz (Portugal  *1845 – +França 1900)

Era uma vez um rei, moço e valente, senhor de um reino abundante em cidades e searas, que partira a batalhar por terras distantes, deixando solitária e triste a sua rainha e um filhinho, que ainda vivia no seu berço, dentro das suas faixas.

A lua cheia que o vira marchar, levado no seu sonho de conquista e de fama, começava a minguar, quando um dos seus cavaleiros apareceu, com as armas rotas, negro do sangue seco e do pó dos caminhos, trazendo a amarga nova de uma batalha perdida e da morte do rei, trespassado por sete lanças entre a flor da sua nobreza, à beira de um grande rio. (mais…)

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A Mulher da Janela

 

 

 

 

(Maringá – PR)

Em uma cidadezinha do interior, uma mulher debruçada na janela de casa observa o ir e vir das pessoas pela rua, o voar e revoar das andorinhas pelos telhados, o entrar e sair da gente no mercado da esquina, e atenta às novidades do dia a dia de cada vizinho que por ali passasse, como se até onde sua vista alcançasse fosse a extensão de seu quintal, um vasto reino em que ela cuidaria da vida de cada passante. (mais…)

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